Retiro
A exaustão possuiu-me. Não tenho forças para prosseguir. Não tenho forças para recuar. O desalento assomou-se do meu corpo, dos meus pensamentos. Não me consigo erguer, nem consigo ruir. Toda a força, toda a vontade, todo o entusiasmo foram sugados e aqui estou eu petrificada, desfalecida, sem me importar porque estou aqui, sem questionar porque deverei estar aqui e não acolá.
Neste hiato revelado pela inércia, em que estou ausente, em que me transformei num artefacto que arfa, plasmado em betão, nada vejo, nada sinto, nada sou. Eu que sempre vi em todos os becos sem saída, um carreiro, que, por voltas e reviravoltas, desembocava na auto-estrada, estou a iniciar a minha travessia pelo deserto remoto, pelo pântano extinto, pela falésia abaixo.
Já não sei correr, já não sei marchar, já não sei gatinhar, vou adormecer sem alento, hibernar indolentemente.
Aguardam que eu regresse hoje, amanhã, com um sorriso, profira uma palavra tonta que os faça rir, oferende um mimo de conforto.
Não o farei, até escutar a resposta que ansio, aquela que fez-me redigir uma despedida, que não desejava, permutada por uma réplica, de estímulo, de amparo, fustigando, ainda mais, o desespero latente pela ausência de uma bússola, suscitada e não oferendada.
Até sempre.
Sucessos académicos!
Neste hiato revelado pela inércia, em que estou ausente, em que me transformei num artefacto que arfa, plasmado em betão, nada vejo, nada sinto, nada sou. Eu que sempre vi em todos os becos sem saída, um carreiro, que, por voltas e reviravoltas, desembocava na auto-estrada, estou a iniciar a minha travessia pelo deserto remoto, pelo pântano extinto, pela falésia abaixo.
Já não sei correr, já não sei marchar, já não sei gatinhar, vou adormecer sem alento, hibernar indolentemente.
Aguardam que eu regresse hoje, amanhã, com um sorriso, profira uma palavra tonta que os faça rir, oferende um mimo de conforto.
Não o farei, até escutar a resposta que ansio, aquela que fez-me redigir uma despedida, que não desejava, permutada por uma réplica, de estímulo, de amparo, fustigando, ainda mais, o desespero latente pela ausência de uma bússola, suscitada e não oferendada.
Até sempre.
Sucessos académicos!

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